ABERTURA.

ABERTURA.
Ninho na mão. Nascer, crescer, se alimentar e voar.

ABERTURA

Este é um espaço aberto à troca de experiências e divulgação de assuntos da área corpo e movimento na Escola Viva. É um escritório ao ar livre, virtual e real, onde podemos nos organizar, rever conteúdos, refletir e ampliar os assuntos pendentes ou pulsantes que preenchem o universo vivo do Infantil e Fundamental 1. Em termos mais simples, temos um blog para trocarmos idéias de movimentos.

Monday, November 23, 2015

NET Educação visitou uma aula de dança na Escola Viva.




Educar por meio da dança traz benefícios aos alunos


A equipe do canal NET Educação busca pautas que contribuam para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Eles perceberam que são poucas escolas que trabalham a dança dentro da grade curricular e visitaram a Escola Viva para averiguar de perto se essa proposta acontece ou não.

“Trabalhar o pedagógico embasado, mas para os alunos fazer soar como lazer e atividade lúdica”. Esta é a declaração da professora de dança Dafne Sense Michellepis, que destaca também que educar por meio da dança é exercitar a democracia, já que todos podem se expressar pelo corpo. Para refletir sobre o assunto, o NET Educação visitou uma escola na grande São Paulo que inclui na grade curricular as aulas de dança. Os educadores da instituição perceberam diversas mudanças comportamentais e intelectuais nos estudantes.

O contexto: Em agosto, os alunos do 3º ano iniciaram um processo criativo entitulado Minhas férias. Com o intuito de fazer o que é bom durar mais, apresentei a proposta pedindo `as crianças que escolhessem experiências que estavam frescas no corpo a partir das situações que viveram fora do espaço escolar. Eles deveriam traduzir em movimentos aquilo que brotava das lembranças recentes, das sensações físicas e afetivas vividas em julho para criarem seu repertório autoral de movimento, ou seja, sua dança. Apareceram os meios de transporte, a natureza, relações com espaço físico, com animais, com as pessoas através de descrições como "a calma e o cheiro da casa da vó".
Paralelo a exploração de movimento, os alunos também desenharam no papel e compartilharam com o grupo suas obras. Na informática, desenharam no digital. Tiveram contato com o programa de animação Pencil onde representaram graficamente os mesmos fatos marcantes das férias.
Todo este material culminou em quatro danças por classe. Separados nos grupos amarelo, azul, verde e vermelho do Festival Intercores apreciaram as obras dos colegas e apresentaram as suas. Ainda como parte do processo criativo, tiveram suas danças desenhadas pelos colegas no que chamei de "Uma cor por outra". O resultado foi bom mas o caminho percorrido foi significativo.
Recebemos a equipe da NET na véspera de concluir essa etapa. Trechos desse registro estão no ar pelo canal de educação via You tube apresentado acima.
Vale resaltar que o programa mostrou imagens captadas em uma aula apenas, porém os depoimentos da entrevista dizem respeito ao trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos dentro e fora da escola e não desta turma específica. De qualquer forma os alunos do 3º D ficaram felizes por representar a dança na Escola Viva. A Dani e eu também.

Tuesday, October 20, 2015

Norte aos pássaros


Receber o carinho dos alunos e suas famílias no dia dos professores é o máximo! Entre bilhetes escritos pelas crianças com as ondas da caligrafia fresquinha trazendo o som e o aroma das palavras e mensagens ditas pelos pais agradecendo-nos por ajudar seus filhos a despertarem para a aventura da vida, vi lembrancinhas transformarem-se em super presentes. Porém um presente em especial teve hoje a potência de um vulcão. Colocou-me perplexa diante da apropriação dos alunos. 
Faço parte da Balangandança Cia desde a sua formação em 1997 e desde então pesquisamos a linguagem da dança contemporânea para crianças buscando pulverizar bons frutos, porém muitas vezes não sabemos exatamente o alcance das ações e nem se estamos realmente atingindo e perpetuando arte e vida. Apenas lançamos no vento.
Eis que soube que dia 10/10/15, justo no dia em que não dançei “Ninhos” da Balangandança Cia no Sesc Pinheiros, dois alunos da Escola Viva sem saber da minha história na companhia assistiram a performance e no fechamento comentaram em voz alta perta da Clara Gouveia, dançarina da Cia:
-       Nossa professora ia adorar essa dança.
-       Quem é a sua professora?
-       A Dafne.
-       Ela faz esse espetáculo! Amanhã estará aqui.
No dia seguinte um dos meninos voltou com o pai e assitiu novamente.
Preciso dar nome aos pássaros que deram norte `a viagem. Hoje, duas semanas depois, Lourenço e Ricardo levaram apitos de pássaros para fazer o trabalho para a classe deles. Convidaram Letícia, estagiária nas aulas de dança, para compor a improvisação com eles e pediram para que no início da aula eu conversasse com a platéia. Sim, lógico. 
Entrada, apresentação do tema, interatividade e conclusão. Passaram por todas as etapas!


Ele não fizeram igual ao espetáculo "Ninhos". Eles fizeram melhor. Adaptaram o roteiro para proporcionar a essência, a alma, aquilo que de mais precioso no trabalho para os colegas havia ficado com eles.
Foi emocionante. O mais expontâneo e original presente que uma professora de dança poderia ganhar de seus alunos.




Saturday, October 17, 2015

Thursday, May 21, 2015

Todos nós


Por Dafne Michellepis.

Todos nós começamos a crescer sem respirar pelo nariz. Passamos semanas dentro d’água ouvindo o coração de quem nos carregava e sentido o balanço de seus passos ao caminhar.
Todos nós um dia passamos por uma grande transformação ao ver a luz do sol, abrir o peito e respirar pelos pulmões pela primeira vez.
Todos nós aprendemos a sentar, falar, pegar, jogar, correr, cair, rolar e levantar.
Todos nós aprendemos a sentir e a amar.
Todos nós aprendemos a dar laço no cadarço, mas não sem antes errar muito.
Todos nós damos nós; nos enrolamos e inventamos soluções.
Todos nós já tivemos soluço, insônia, febre, espirros e machucados.
Todos somos capazes de proteger, curar e perdoar.
Todos aprendemos. Todos ensinamos. Todos os dias.
Todos sonhamos e sonho que se sonha junto é mais legal. Vira real.


Estamos em semana literária na escola. Tive o atrevimento de tentar colocar em palavras a natureza de outra linguagem: a dos afetos e do movimento.

Gustavo Kurlat e eu fomos convidados `a orientar um fechamento no evento para equipe administrativa da escola. Em um sábado de maio de 2015, ao som das vozes e violão, dançamos uma grande ciranda na quadra do Fundamental 2. Não nescessáriamente iguais, ora no passo ora no contrapé, mas sabendo onde pisar forte e sentindo o pulso do coração do grupo. 
O meu pulso? O do Gustavo? O seu? Não. O nosso!

Vivemos uma linda manhã que nasceu da semente do propósito.
O mesmo propósito que deu origem a uma pequena escola 40 anos atrás, que cresceu, se transformou mas não perdeu sua razão de ser: semear conhecimento, experiência, princípios, comprometimento, desafios atravéz da educação, atravéz da confiança no potencial de cada um de nós, de todos nós, independente do cargo e da função que ocupamos. Todas as funções são importantes e todos somos parte desta história. Assim mantemos a escola pulsante, viva.

Obrigada `a todos que trabalham na biblioteca, reprografia, portaria, recepção, secretaria pedagógica, secretaria escolar, eventos e espaços, contas a receber, contas a pagar e contabilidade, cozinha, manutenção, limpeza, recursos humanos, compras e almoxarifado, tecnologia e no departamento de comunicação da escola. Obrigada as 140 pessoas do administrativo, as mediadoras e aos diretores ali presentes que encheram o espaço com seus passos, sons, inspirações, entrega e poesia.

Que o movimento nunca pare e faça essa roda girar, reverberando boas ondas de benefícios `a todos os seres, sem distinção.

Veja o vídeo de abertura para o evento do setor administrativo.